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CIBERCRIMINOSOS DA ESPIONAGEM EMPRESARIAL

Não é segredo para ninguém que as organizações trabalham arduamente para proteger-se contra a concorrência. Porém, quando se fala em propriedade intelectual, a batalha ganha proporções inimagináveis. Para as organizações lucrarem, precisam estar à frente de seus concorrentes, se não são engolidas por eles. A inovação se tornou um ponto chave para a manutenção dessas organizações em seus negócios, principalmente as grandes organizações. Como pode-se imaginar, numa economia em que há necessidade de estar à frente de seu concorrente, o cibercrime (ciberespionagem) está se tornando um problema constante, fazendo com que as organizações tenham que reavaliar suas maneiras de proteger seus segredos, sua inovação.

Num passado não tão distante, a espionagem era por meio de suborno, fotografias aéreas, espiões, dentre outros. Atualmente, a espionagem se tornou digital. Um estudo coloca o cibercrime num nível de crise mundial, sendo gastos até 1 trilhão de dólares para proteção desse crime. O grande problema é a falta de leis para punição desse crime, principalmente quando é a chamada espionagem cibernética internacional. É muito difícil processar tal crime. Um exemplo é a situação da AMSC, uma empresa norte-americana especializada em software para turbinas eólicas cujo produto principal foi alegadamente roubada pela fabricante de turbinas chinesa Sinovel Wind Group Co. em 2011. Quando a polícia norte americana conseguir uma acusação, o software já estava sendo vendido pela empresa chinesa.

Existem diversos casos de ataques cibernéticos com intuito de espionagem organizacional. A Bloomberg e The Richest listaram os casos mais famosos de espionagem corporativa. O mais interessante é com o advento da internet e sua popularização, os crimes passam a ser cibercrimes. Pode-se encontrar as matérias aqui e aqui. Em um outro artigo publicado pela The Heritage Foundation, lista-se os ataques cibernéticos feitos no ano de 2014 em território americano por ordem cronológica (ataques que foram a público). É assustador. O artigo pode ser encontrado aqui.

A única forma de isso não acontecer é a organização se proteger, independente se ela for um comércio pequeno de bairro, até mesmo uma megacorporação. Todos estão sujeitos a crimes cibernéticos. E caso você tenha um negócio em que haja propriedade intelectual, cuidado. A espionagem virou algo recorrente. Mas há formas de proteção. Pode-se listar algumas formas: privilégios administrativos aos computadores somente para pessoas de confiança; sinais de malware na rede; e-mail corporativo usados exclusivamente para seu fim; banco de dados off-line (não conectado à internet); configurações de segurança; gestão de risco; segurança da rede; conscientização dos usuários com relação a cibercrimes; monitoramento; controle de mídias removíveis; dispositivos móveis no trabalho. Quanto mais inconveniência, mais difícil um ataque remoto.

Aqui no Brasil não há tanta preocupação por parte do governo com relação a ataques cibernéticos. Entretanto, o governo norte-americano e o governo inglês estão cientes do grande risco, principalmente da espionagem corporativa. Encontra-se dicas e uma vasta documentação de como se proteger. Para mais informações, basta clicar aqui, aqui e aqui. O jornal inglês The Guardian também publicou um interessante artigo sobre o tema que pode ser encontrado aqui.
O cuidado sempre é bom. Lembre-se disso!

Referências bibliográficas utilizadas no texto:








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